ILHA DA TERCEIRA, SÃO JORGE E PICO - AÇORES, 1999

Montanha do Pico - Altura, 2351 metros.

Em 1999, fiz o meu baptismo de voo. Ainda que o voo não fosse tão longe como desejava, foi a ignição para novos e mais longos voos. Voava pela primeira vez  sobre o Oceano Atlântico, rumo às suas mais belas "Pérolas" ancoradas por amarras geológicas nas profundezas abissais, à efervescência de vida na sua superfície.

Vislumbrar pela primeira vez ao longe esses pontinhos escuros como fantasmas perdidos no infinito azul oceânico, é algo que nos toca na alma. A pouco mais de uma hora de avião do Continente (Portugal), não pude deixar de pensar quanto tempo levariam os nossos navegadores portugueses, nas suas minúsculas e frágeis Caravelas, naquele mar revolto de fúria, a lá chegar... 

J.P Oliveira

 

A minha viagem:

Ilha da Terceira; Ilha magnífica, com a sua belíssima cidade de Angra do Heroísmo (Património Mundial da UNESCO, desde 1983), deixa-nos maravilhados pela grande beleza arquitectónica, o contraste da pedra escura vulcânica das calçadas com o branco imaculado das casas. Tudo é majestosamente bonito e harmonioso...

Ilha de São Jorge; São Jorge, magnífica e bela a ilha do Arquipélago dos Açores, com as suas Fajãs, línguas de terra encravadas entre as escarpas e o Oceano Atlântico, que teimosamente resistem à fúria do mar e dão abrigo a gentes moldadas às agruras do tempo, são uma visão maravilhosa para os olhos.
A ilha do Pico, do outro lado do canal, proporciona uma paisagem encantadora mente fantástica, lembrando uma plataforma flutuante com um pináculo ao meio, envolto em círculos de nuvens persistentes. Formações de pedra escura Basáltica cravada por todos os lados, deixa-nos curvados perante a tamanha demonstração da força geológica da Natureza.

Ilha do Pico; De toda a viagem que fiz nessa altura aos Açores, guardo a espectacular travessia do canal entre São Jorge e o Pico. Não tive o prazer de ver golfinhos saltitantes, ou as neves no topo do cone do Vulcão do Pico, mas ainda assim não deixou de ser menos espectacular...
Fize-mos a travessia num barquinho pequeno, a água ficava ao alcance duma mão. Os salpicos da quilha ao rasgar a água junto com a ondulação provocada pela deslocação do avançar do barco em sucessivas investidas contra as ondas, enchia-nos os lábios de um sabor deliciosamente salgado. Como crianças. Eu, e a minha mulher, em risos rasgados sem fim deliciámos-nos com esse momento fantástico.

Ficou a saber a pouco. A querer ver mais. A vontade, de um dia lá voltar com mais tempo…de voltar, aos Açores.

J.P. Oliveira

Alguns conselhos:

Vá com tempo, se optar por visitar o grupo central dos Açores. Se o destino for 2 ou 3 ilhas, no mínimo uma semana.
Se possível alugue um carro em qualquer ilha, é mais prático de visitar os locais de maior interesse e provavelmente mais económico, do que andar de táxi...
Leve calçado todo o terreno, mas confortável. Um impermeável também é aconselhável, nos Açores é normal as chuvadas repentinas na maioria do ano.
Empaturre-se com a gastronómia local, em particular os pratos de peixinho fresco e a boa carne de vaca. Não esquecer o queijo...
Se gosta de um belo mergulho em águas cristalinas, ali vale a pena ir preparado...
 
J.P Oliveira
 
Vila de Velas, São Jorge - Açores

Geografia e História da Terceira:

A Terceira é uma das nove ilhas dos Açores, integrante do chamado "Grupo Central". Primitivamente denominada como Ilha de Nosso Senhor Jesus Cristo das Terceiras, foi em tempos o centro administrativo das Ilhas Terceiras, como era designado o arquipélago dos Açores. A designação Terceiras aplicava-se a todo o arquipélago do Açores visto terem sido as terceiras ilhas descobertas no Atlântico (o arquipélago das Canárias era designado de Ilhas Primeiras e o arquipélago da Madeira por Ilhas Segundas, segundo a ordem cronológica de Descoberta). Com o avançar dos anos esta ilha passou a ser conhecida apenas por Ilha Terceira.[1]

Ao longo de sua história, a Terceira desempenhou papel de grande importância no estabelecimento e manutenção do Império Português, devido à sua localização geoestratégica em pleno Atlântico Norte.

Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_Terceira

 

Geografia e História de São Jorge:

A ilha de São Jorge é uma ilha situada no centro do Grupo Central do arquipélago dos Açores, separada da ilha do Pico por um estreito de 15 km - o canal de São Jorge. A ilha tem 53 km de comprimento e 8 km de largura, sendo a sua área total de 237,59 km², e tem uma população de 8997 habitantes (2011).
 
 

Geografia e História do Pico:

A Ilha do Pico é a segunda maior ilha do Arquipélago dos Açores, no Atlântico Norte. Dista 8,3 quilómetros da Ilha do Faial e 15 km da Ilha de São Jorge. Tem uma superfície de 447 km²; uma linha de costa com 151,84 km de comprimento, um número de 31 ilhéus entre grandes e pequenos. Conta com uma população residente de 14 114 habitantes (em 2011). Mede 42 km de comprimento por 20 km de largura. [1]

Deve o seu nome a uma majestosa montanha vulcânica, a Montanha do Pico, que culmina num pico pronunciado, o Pico Pequeno ou Piquinho. Esta é mais alta montanha de Portugal e a terceira maior montanha que emerge do Atlântico, atingindo 2 351 metros acima do nível do mar.

Administrativamente, a ilha é constituída por três concelhos: Lajes do Pico e Madalena, ambos com seis freguesias, e São Roque do Pico, com cinco freguesias.

Dispõe, entre as freguesias de Santa Luzia e Bandeiras, de um moderno aeroporto regional com ligações aéreas directas com Lisboa (SATA Internacional), Terceira (Lajes) e Ponta Delgada (SATA Air Açores). Tem ligações marítimas diárias (Transmaçor) com a cidade da Horta e as vilas das Velas e da Calheta. Durante os meses de Verão usufrui de ligações marítimas com as restantes ilhas do arquipélago.

Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_do_Pico