CONCHAS MARINHAS DE PORTUGAL


Rei D. Carlos de Bragança (1889 -1908)

Rei D. Carlos de Bragança, foi o grande pioneiro da Oceanografia em Portugal e no Mundo, adoptando e improvisando, ele próprio, aparelhos de pesquisa e fórmulas químicas de sua autoria. Procedeu sistematicamente a colheitas de variadíssimas espécies marinhas incluindo também muitas espécies de moluscos ao longo da costa, entre o abissal e o litoral. A ele se deve muito do atual conhecimento da Oceanografia Portuguesa...

 Rei D. Carlos, a bordo do Amélia II, numa das suas campanhas oceanográficas...

                                                             Amélia II                                                                                                         Coleção Oceanográfica D. Carlos

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_I_de_Portugal / ccm.marinha.pt/pt/aquariovgama

Mais tarde... Seguiu-se, depois, o Professor Augusto Nobre (1865-1946, naturalista e professor universitário, consagrou valiosos estudos à fauna malacológica de Portugal), teve o cuidado de compilar as informações de conchas colhidas pelos navios oceanográficos estrangeiros que andaram pelas nossas costas, no tempo do Rei D. Carlos, além de várias colheitas que ele próprio procedeu no litoral. As publicações dos seus trabalhos sobre a malacologia levou à identificação de cerca 1200 espécies, atualmente são conhecidas mais de 1600.

Atualmente, não existem muitas publicações atuais sobre a fauna malacológica Portuguesa, destaca-se porém uma magnífica publicação da Verbo, editada em 1998 (Conchas Marinhas de Portugalde Maria Cândida Consolado Macedo). A publicação foi editada com o patrocínio da Shell Portuguesa, por altura da Exposição Mundial de Lisboa - Expo'98.

J.P Oliveira

Colecção J.P. Oliveira, esta galeria é sobre a temática do colecionismo de Conchas Marinhas de Portugal, tendo como objetivo a divulgação da nossa vasta e riquíssima fauna de moluscos marinhos. Todas as fotografias dos exemplares das várias espécies, aqui apresentados são da coleção particular (J.P. Oliveira), recolhidas ao longo de vários anos, de norte a sul no litoral de Portugal. Muitas das espécies mais raras ou de águas profundas difíceis de obter, foram cedidas gentilmente, por vários pescadores... o meu, sincero agradecimento.

Espero que de certa forma, venha a contribuir para ajudar na divulgação da beleza e diversidade da nossa fauna malacológica e o gosto por esta temática do colecionismo.

Deixo também a mensagem a futuros colecionadores e àqueles que de longa data se dedicam à malacológia, que tenha a consciêncialização da preservação das espécies e do seu habitat natural, não recolhendo mais exemplares das várias espécies, do que aqueles que são necessários para ter uma coleção agradavelmente bonita e de interesse pedagógico.

               J.P Oliveira